História

O Carcavelos no Tempo.

Com reminiscências históricas que remontam a Sir Paul George, lord irlandês que adaptou o vinho local ao gosto dos seus conterrâneos, o Vinho de Carcavelos, à época conhecido como vinho de Oeiras ou até vinho de Lisboa, ganhou maior expressão à época do poderoso Conde de Oeiras, mais facilmente reconhecido pelo título de Marquês de Pombal.

O Vinho de Carcavelos era já produto considerado de qualidade, ou não tivesse sido oferecido à Corte de Pequim por D. José I, mas foi de facto por acção do Marquês que o seu reconhecimento se tornou incontornável. Por terras de Oeiras, herdadas e adquiridas a posteriori, o Vinho de Carcavelos ia sendo produzido numa adega construída para o efeito, mesmo junto ao Palácio, para gaudio de muitos e imagine-se, para melhorar a qualidade do vinho do Porto. Uma das primeiras Regiões Demarcadas do mundo, feito do nosso Marquês para proteger terras e vinhos de mãos estrangeiras, seria inviolável à entrada de quaisquer produtos vitivinícolas externos, à excepção do providencial Carcavelos.

Com o exílio do Marquês foram as Invasões Francesas que mantiveram o Vinho de Carcavelos na berlinda. Impedidos de aceder ao vinho do Porto, os aliados ingleses viraram-se para o Carcavelos e para o Madeira, sendo certo que ainda nos dias de hoje estes vinhos serão facilmente reconhecidos neste país.

Em 1908 demarcou-se finalmente a Região Vitivinicola, mas a ela seguiram-se as doenças e o pior dos flagelos que chegou com forma de betão.

O Vinho de Carcavelos foi praticamente extinto, até renascer no início dos anos 80, sob o epíteto de projecto de investigação.

Poucos anos mais tarde o Munícipio de Oeiras uniu esforços com o Ministério da Agricultura para fazer do Carcavelos uma verdadeira fénix, hoje com uma área plantada de 12,5 ha de vinha e uma produção de 50.000 garrafas/ ano. Nada mal para um tesourinho e o futuro espera-nos!

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